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quarta-feira, 26 de março de 2014

No Tocantins, deputados querem auxílio-saúde

Hoje é dia de fechamento no Jornal Stylo. Será um dia corrido e por isso meu post de hoje é uma matéria de autoria deste repórter, publicada no dia 17 de maio do ano passado, no jornal Estado de S. Paulo e republicada em muitos outros sites e jornais. 

Sei que é muita pretensão, mas é possível que ela tenha influenciado de alguma maneira para que mais uma regalia não fosse aprovada naquela Casa de Leis.

Rubens Gonçalves, especial para o Estado / Palmas - O Estado de S.Paulo

Após aprovar em março a criação de um auxílio-moradia para os seus 24 deputados estaduais, a Assembleia Legislativa do Tocantins agora se prepara para votar um projeto que institui outro benefício: o auxílio-saúde.
A proposta de autoria do deputado José Bonifácio (PR) foi apresentada na semana passada e tramita na Comissão de Constituição e Justiça. Se o projeto de resolução for aprovado, os legisladores do Tocantins terão direito à assistência médica, hospitalar e odontológica paga com verba pública. O projeto prevê o ressarcimento de todos os gastos com a saúde dos parlamentares, mediante prestação de contas. O auxílio-saúde não prevê um teto para os gastos com a saúde dos parlamentares.
Aprovado por um ato da mesa diretora no dia 28 de março, o auxílio-moradia é concedido, indistintamente, aos deputados do Tocantins, mesmo para os que têm residência na capital, Palmas. O valor corresponde a 90,25% do auxílio-moradia pago pela Câmara aos deputados federais - R$ 3,8 mil. Assim, cada parlamentar tocantinense recebe mensalmente um auxílio de R$ 3.429,50. Após a repercussão negativa, quatro deputados abriram mão do benefício.
O presidente da seccional do Tocantins da Ordem dos Advogados do Brasil, Epitácio Brandão, disse que os deputados estaduais legislam em causa própria. "Seria preciso aprovar também o auxílio-óleo de peroba", ironizou Brandão, numa alusão ao líquido utilizado para dar brilho à madeira. "Sobre o aspecto legal, não há muito que se questionar. O problema é que eles parecem não ter limite." O Ministério Público Estadual, que poderia questionar na Justiça as benesses pagas aos parlamentares, enviou projeto de lei para a Assembleia pedindo auxílio-moradia para promotores e procuradores. 

terça-feira, 25 de março de 2014

Ser simples é complicado


São poucos os que alcançam a simplicidade. Parece paradoxal, mas é complicado ser simples; para chegar a esse “grau” é preciso uma vida inteira de trabalho, leitura e reflexão. E isso vale para pessoas de todas as áreas – advogados, jornalistas, escritores, professores...

Borges na Biblioteca Nacional Argentina, onde trabalhou por muitos anos
O psicanalista Flávio Bastos nos lembra que “quanto mais simples e natural for o indivíduo, mais sintonizado ele estará com a Fonte de Sabedoria Universal. Quanto mais distante da linha natural for o seu comportamento, mais atrelado ele ficará às manifestações de seu eu inferior”.

“A sapiência”, escreve Bastos, “é uma qualidade desenvolvida pelo espírito e não por valores fundamentados na superficialidade do conhecimento, na competitividade intelectual ou na vaidade”.

De fato, sábio é aquele que tem convicção de que "nada sabe". Não é demais lembrar que Jesus ensinou a simplicidade, não só com palavras, mas com Seu exemplo de vida.

Borges

Escrevo sobre esse tema, não porque eu seja simples, mas porque estou (re)lendo alguns dos textos e poesias do escritor argentino Jorge Luis Borges, e fico impressionado com a simplicidade das dedicatórias que ele escreveu à sua amada...

“Maria Kodama, dizem que só se dá o que já é do outro. Esse livro sempre foi seu”, ou ainda: “que coisa curiosa é uma dedicatória, Maria Kodama. É uma entrega de símbolos”.

Borges levou cerca oitenta anos de leitura e memória – já que ficou cego aos 51 anos de idade – para chegar a ser tão singelo. Dizem, porém, que sua simplicidade parava por aí. Mas essa é outra história...

O que inegável é sua genialidade, como demonstra a conhecida frase seguinte, justamente sobre a cegueira: “Poetas, como os cegos, podem ver no escuro”.

O prazer de ler

Descobri que não avanço na leitura em e-book... É uma pena, pois tenho muito mais livro nesse formato do que em papel... Espero que minhas filhas os leiam, quando estiverem mais velhas... A maioria é de Literatura, Economia, Filosofia, História, Antropologia, Sociologia e outras “logias” com as quais elas ainda não estão muito familiarizadas... A quem possa interessar, basta me entregar um pen drive ou um HD externo e copio quantos o leitor quiser.  Boa e-leitura!!!



P.S.
O título deste post é o mesmo de um livro da jornalista, escritora e tradutora Heloísa Seixas. Obra que infelizmente ainda não li, mas vou ler, pois sou louco por livros sobre livros. Porém, a leitura de O prazer de ler será feita no bom e velho formato: livro. Nada de e-book.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Meus herois não morreram de overdose




Descubro com alegria que as pessoas que amamos e admiramos são humanas e não deuses, como imaginamos; que esses “seres” costumam ser mais simples do que muitas pessoas com as quais convivemos diariamente.

Foi o que descobri mandando e-mails para escritores e jornalistas renomados, como Carola Saavedra, Eliane Brum e Carol Pires.

Mulheres inteligentes e admiráveis, elas respondem a e-mails de “mortais” de forma generosa, delicada e até carinhosa, ou seja, bem diferente de “amigos” próximos, que não nos respondem ou fazem com má vontade. “Obrigada por ler as reportagens e obrigada por me escrever”, me escreveu a jornalista Carol Pires. 

Carol ainda não tem livro publicado, mas já tem um currículo respeitável, tendo trabalhado como repórter de política em Brasília para o Blog do Noblat, iG, Estadão e, agora, revista Piauí.

De acordo com o Portal Imprensa, ela foi colunista do Terra Magazine em Buenos Aires durante a campanha de Cristina Kirchner à presidência, em 2010. Tem trabalhos publicados pelas revistas Rolling Stone, Marie Claire, Soho (Colômbia), Paula (Chile) e N+1 (EUA). Algumas de suas reportagens também foram traduzidas pelas revistas Gatopardo (México), El Malpensante (Colômbia), Plaza Pública 
(Guatemala) e Courrier International (França).

Carol é formada em jornalismo pelo IESB e mestre em estudos latino-americanos pela Universidade de Columbia em Nova York. Em 2012, foi nomeada uma das "Nuevas Cronistas de Indias" pela Fundação Gabriel García Márquez para o Novo Jornalismo (FNPI).

Conheço seus textos da revista Piauí e posso garantir que a moça tem uma escrita invejável. Vale a pena conhecer.

A seguir algumas sugestões links com textos das três escribas: http://pirescarol.wordpress.com

Vamos plantar oiti em Palmas!




Fazendo uma matéria sobre os "bons exemplos" de arborização em Palmas estou cada vez mais convencido de que a o oiti (Moquilea tomentosa) é mesmo a árvore mais adequada para a nossa cidade. 



A espécie se adapta bem ao clima da região, tem porte médio (de 10 a 20 metros de altura e copa com 6 metros de diâmetro) e raiz pivotante (cresce para baixo e não se espalha na superfície, evitando danos às calçadas e às estruturas das edificações)...

Entretanto, ainda insistem em plantar espécies "importadas", como a palmeiras imperias... Palmeiras, aliás, não fazem sombra nem para o próprio tronco.